sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cantora Ana Carolina é atacada em rede social


Por Hildegard Angel
http://noticias.r7.com/blogs/hildegard-angel/2012/01/19/cantora-ana-carolina-e-motivo-de-ataques-na-rede-social/

Cantora Ana Carolina é atacada em rede social

A cidade de Juiz de Fora ferve com uma polêmica, que já chegou inclusive ao Facebook, sobre a cantora Ana Carolina, que, agora tão famosa, teria esquecido seu passado na cidade que a prestigiou tanto em seu início pelos bares da vida. O antagonismo parece que começou desde o primeiro show da cantora lá após a carreira ter deslanchando, quando ela teria cantado, grande parte do tempo, de costas para o público, no lendário CineTheatro Central, mas, como eu não estava na plateia, não posso confirmar nada disso. Estou passando adiante como me contaram, viu, gente?

A polêmica foi gerada porque músicos juiz-foranos teriam sido obrigados a retirar, tanto do Facebook quanto do YouTube, vídeos em que aparecem tocando em shows com a cantora. Eu reproduzo aqui alguns trechos das discussões na rede social, para vocês acompanharem esse pinga-fogo...

Vejam só:
Atualização de status
De Knorr Jf
AVISO: pra quem gosta ou não - mas de vez em quando assiste - estou sendo obrigado a retirar tanto daqui do facebook quanto do youtube todos os videos em que apareço tocando ao lado da ilustre cantora Ana Carolina. Estou sendo acusado de pirataria e violação de direitos autorais. Porra, como é que posso ser acusado de pirataria se estou postando material original meu?! Eu tenho a fita original (em VHS...), não estou cobrando nada por ela, nem pela reprodução... Mas, vai entender... Eles são bonitos. Eu prefiro continuar a ser Alain Delon. E posso voar. Quem quiser assistir, mando por email, sem cobrar nada. Não condeno o Youtube, nem qualquer outro site: estão apenas cumprindo o seu papel. Então tá então: amanhã retiro tudo do ar. E não se fala mais nisso

TRIBUNA DE MINAS, 20 DE JANEIRO DE 2012

Knorr é obrigado a retirar vídeo com Ana Carolina da internet

Por Tribuna

Avisos inesperados recebidos pelo músico juiz-forano Knorr motivaram discussões nas redes sociais nesta semana e levantaram questões a respeito da liberdade de expressão na internet. Há cerca de um ano, o músico posta vídeos autorais, de performances musicais dele e de parcerias, no site YouTube, tendência compartilhada por diversos artistas na atualidade. Na noite de quarta-feira, Knorr foi notificado pela Associação Antipirataria de Cinema e Música (APCM) de que um desses vídeos seria desativado, em função de uma denúncia "de terceiros" de violação de direitos autorais. O material citado é uma produção do músico tocando ao lado da cantora Ana Carolina no Santa Cruz Shopping em 1994. A notificação alertava, ainda, que a reincidência na violação acarretaria a "exclusão da conta do usuário infrator e dos respectivos vídeos enviados".

O episódio foi visto com decepção pelo artista. "Como é que posso ser acusado de pirataria se estou postando material original meu?", argumenta. De acordo com Knorr, a cópia original do vídeo, em VHS, faz parte de seu acervo pessoal. Ele relata também que a APCM dá a possibilidade de contra-argumentação, porém, a associação avisa que, neste caso, irá discutir o episódio na Justiça. Com isso, o músico relata ter tirado do ar todas as produções postadas por ele na rede, em sites como YouTube e Facebook, em que apareça ao lado de Ana Carolina. A indignação de usuários gerou comentários polêmicos nas redes sociais ontem, invariavelmente com pesadas críticas à cantora, muitos feitos por artistas juiz-foranos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

E os anunciantes do BBB – OMO (Unilever), Niely Gold, Devassa (Schincariol), Guaraná Antártica e Fusion (Ambev) e FIAT?



Pela imediata responsabilização da TV Globo no caso BBB

19/01/2012 |

Dois fatos muito graves ocorreram esta semana envolvendo o Big Brother Brasil. O primeiro foi com a participante Monique, que pode ter sido vítima de crime praticado por outro integrante do programa. O segundo foi a absurda atitude da TV Globo frente ao ocorrido. Em relação ao primeiro, cabe à polícia apurar e à justiça julgar, buscando ouvir os envolvidos, garantindo que eles estejam livres de pressões e constrangimentos. Já em relação ao segundo, é preciso denunciar a emissora e os anunciantes que sustentam o programa, e cobrar as autoridades do setor.

Frente a indícios de um possível abuso sexual contra uma mulher participante de um de seus principais programas, a Globo, além de não impedir a violência no momento em que ela poderia estar ocorrendo, tentou escamotear o fato, depois buscou tirar de circulação as imagens e finalmente assumiu o ocorrido sem nomeá-lo. Na edição de domingo do programa, após todas as denúncias que aconteciam pela internet, ela transformou a suspeita de um crime em uma cena "de amor". O espírito da coisa foi resumido pelo próprio apresentador Pedro Bial: “o espetáculo tem que continuar”. A atitude é inaceitável para uma emissora que é concessionária pública há 46 anos e representa uma agressão contra toda a sociedade brasileira.

Pelas imagens publicadas, não é possível dizer a extensão da ação e saber se houve estupro. A apuração é fundamental, mas o mais importante é o que o episódio evidencia. Em primeiro lugar, a naturalização da violência contra as mulheres, que revela mais uma vez a profundidade da cultura machista no país. No debate público, foram inúmeras as tentativas de atribuir à possível vítima a responsabilidade pela agressão, num discurso ainda inacreditavelmente frequente. O próprio diretor do programa, Boninho, negou publicamente que as imagens apontassem para qualquer problema.

Em segundo lugar, o episódio revela o ponto a que pode chegar uma emissora em nome de seus interesses comerciais. A Globo fatura bilhões de reais anualmente pela exploração de uma concessão pública, e mostra, com esse episódio, a disposição de explorá-la sem qualquer limite nem nenhum cuidado com a dignidade da pessoa humana. O próprio formato do programa se alimenta da exploração dos desejos e das cizânias provocadas entre os participantes e busca explorar situações limite para conquistar mais audiência. Assim, o que aconteceu não é estranho ao formato do programa; ao contrário, é exatamente consequência dele.

Em terceiro lugar, fica evidente a ausência de mecanismos de regulação democrática capazes de apurar e providenciar ações imediatas para lidar com as infrações cometidas pelas emissoras. Como já vem sendo apontado há anos pelas organizações que atuam no setor, não há hoje regras claras que definam a responsabilidade das emissoras em casos como esse, nem tampouco instrumentos de monitoramento e aplicação dessas regras, como um Conselho Nacional de Comunicação ou órgãos reguladores.

Uma das poucas regras existentes para proteger os direitos de crianças e adolescentes – a classificação indicativa – está sendo questionada no STF, inclusive pela Globo. A emissora, que costuma tratar qualquer forma de regulação democrática como censura, é justamente quem agora pratica a censura privada para esconder sua irresponsabilidade. É lamentável que precise haver um fato como esse para que o debate sobre regulação possa ser feito publicamente.

Frente ao ocorrido, exigimos que as Organizações Globo e a direção do BBB sejam responsabilizados, entre outros fatos, por:

• Ocultar um fato que pode constituir crime;
• Prejudicar a integridade da vítima e enviar para o país uma mensagem de permissividade diante de uma suspeita de estupro de uma pessoa vulnerável;
• Atrapalhar as investigações de um suposto crime;
• Ocultar da vítima as informações sobre os fatos que teriam se passado com ela quando estava supostamente desacordada.

É preciso garantir, no mínimo, multas vultosas e um direito de resposta coletivo para as mulheres, que mais uma vez tiveram sua dignidade atingida nacionalmente pela ação e omissão da maior emissora de TV brasileira.

Os anunciantes do BBB – OMO (Unilever), Niely Gold, Devassa (Schincariol), Guaraná Antártica e Fusion (Ambev) e FIAT – também devem ser entendidos como corresponsáveis, e a sociedade deve cobrar que retirem seus anúncios do programa ou boicotá-los. Suas marcas estão ligadas a um reality show que, para além de toda a crítica sobre os valores que propaga à sociedade – da banalização do sexo e do consumo de álcool à mercantilização dos corpos – , permite a violação de direitos fundamentais.

Finalmente, é fundamental que o Ministério das Comunicações coloque em discussão imediatamente propostas para um novo marco regulatório das comunicações, com mecanismos que contemplem órgãos reguladores democráticos capazes de atuar sobre essas e outras questões.

Este é mais um caso cujas investigações não podem se restringir à esfera privada e à conduta do participante suspeito. Exigimos que o Poder Executivo cumpra seu papel de fiscal das concessionárias de radiodifusão e não trate o episódio com a mesma "naturalidade" dada pela TV Globo. Esperamos também que o Ministério Público Federal se coloque ao lado da defesa dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana e responsabilize a emissora pela forma como agiu diante de uma questão tão séria como a violência sexual contra as mulheres.

Brasil, 18 de janeiro de 2012

• FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
• Rede Mulher e Mídia
• Articulação de Mulheres Brasileiras
• Campanha pela Ética na TV
• Ciranda
• Coletivo Feminino Plural
• Observatório da Mulher
• Associação Mulheres na Comunicação - Goiânia
• COMULHER Comunicação Mulher
• HUMANITAS - Diretos Humanos e Cidadania
• Marcha Mundial das Mulheres
• Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
• SOF – Sempreviva Organização Feminista
• SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia
Manifesto aberto a adesões de entidades e redes. Para aderir, escreva para imprensa@fndc.org.br

Participe do e-Fórum enviando sugestões de pautas, informes, notas, eventos para a agenda e críticas. Escreva para imprensa@fndc.org.br.


Secretaria Executiva: Av. Borges de Medeiros, 1224/1303 | CEP 90020-025 | Porto Alegre - RS

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Fotonovelas: o conceito de transparência


Transparência
A decodificação das fotonovelas está próxima da percepção do cinema, pois os italianos, no pós-guerra, criaram a escola chamada Neo-Realismo Italiano que viria influenciar o cinema mundial. O conceito de transparência designa uma tendência estética, uma imagem "transparente" ao mundo representado, onde o enquadramento, a montagem e interpretação dos atores sejam quase imperceptíveis como tais, e se deixem, de certo modo, esquecer o fictício em prol de uma ilusão de realidade acrescida. Ou seja, a manifestação no campo estético fala por si só...ao contato com o significante sabemos se é uma história de amor, de aventuras, terror ou ficção científica. No cinema a música é elemento fundamental para essa compreensão...

Na cena de abertura de Manon, com Maria Giovannini e Carlo Lima, o nome da história promove uma ruptura no conceito de transparência enunciado pois se a foto remete a contundente história romântica, as letras trazem uma modernidade não romântica e dissociada do movimento da página. Na capa de MANON fica gritante essa estratégia de modernização com as letras produzidas por aquelas réguas de modelar letras...MANON merecia tratamento sofisticado...em letras rebordadas...

domingo, 15 de janeiro de 2012

Dercy na Rede Globo

Dercysneylândia
*Muitos amaram a microssérie sobre a "perereca da vizinha" Dercy Gonçalves. Mais de cem anos contados em quatro episódios foi pouco. O estilo sincopado da edição, estilização de recursos gráficos e elipses cinematográficas tornaram a endiabrada atriz/mulher infantilizada como espetáculos de teatro infantil. Mas essa pureza era o espírito de Dercy.
*Superficialidade imbecilizada para personagem intenso e marcante na história da dramaturgia brasileira. Os números musicais pontuaram os acertos assim como a interpretação magistral de Fafy Siqueira. Os créditos iniciais "escondiam" o nome dos atores coadjuvantes. Um desrespeito! A equipe técnica recebeu créditos em tipos maiores...Coisas da Globo!

Fotonovelas antigas para venda

E-mail: robsonterraster@gmail.com
Celular(32)88281641





















MANON de Prevost

MANON
Maria Giovannini, Carlo Lima, Piero Lery e Gianni di Benedetto





MURALHAS DE ÓDIO
Jean Mary Carletto, Gabriela Farinon e Rosanna Galli




O MÉDICO E O MONSTRO
Franco Andrei, Rosella D'Aquino e Luciano Francioli



RUY BLAS
O amor de uma rainha

A PONTE DOS SUSPIROS
Jean Mary Carletto, Spella Rozin, Dario Michaelis





A TORTURA DO SILENCIO
Betsy Bell e Angelo Zanolli



JANE EYRE






O PECADOR
Alex Fabiani



O HOMEM QUE RI
Angelo Zanolli e Spela Rozin







O HOMEM PROIBIDO
Michela Roc e Germano Longo



SOS SALVEM A HUMANIDADE





OS MISERÁVEIS
Germano Longo, Gabriela Desi Farinon





NA NEVOA DO PASSADO
Michela Roc, Raimundo Magno e Nadia Marlowa






UMA VIDA E TRES AMORES
Franco Dani








A LUZ DE SEUS OLHOS
Franco Andrei,Gabriela Desi Farinon e Raimondo Magni



A LUZ DE SEUS OLHOS

Fotonovelas antigas para venda

AMOR INESQUECÍVEL
Jean Mary Carletto e Rosalba Grottesi



O CONDE DE MONTECRISTO



A SUPREMA RENÚNCIA


A suprema renúncia
Gabriela Desi Farinon e Giácomo Rossi Stuart
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O Pimpinela Escarlate
Franco Andrei e Gabriela Desi Farinon



Homenagem: DOMINGO ALZUGARAY

*Domingo Alzugaray

Nos anos 50 e 60 o ator produziu e protagonizou várias fotonovelas no Brasil. Atulamente é presidente da Editora Três.

Leiam a entrevista:

http://www.jornalistasecia.com.br/protagonista03.htm


Nossa capa: Adriana Cancio e Domingo Alzugaray

Revista Ilusão, 28, 1960
"Vida emprestada" com Domingo Alzugaray, Teresinha Mendes, Decy Vignoli
e Gentil de Souza



"O olhar perdido"
com Domingo Alzugaray,Terezinha Mendes e Yaratan Lauletta
Revista Ilusão, n.31, 1960

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*Domingo Alzugaray